A EME SAÚDE informa que, caso suspeite de um estado depressivo no seu filho/a, deverá levá-lo a um Médico Pediatra ou Psicólogo Clínico de sua confiança/ referência, pois este fará a sua avaliação e intervenção psicoterapêutica, recomendando, em caso estritamente necessário, o apoio do médico pediatra para medicação anti-depressiva.
O Comité Científico da Agência Europeia do Medicamento concluiu recentemente a sua reavaliação sobre a segurança da utilização de anti-depressivos em crianças e adolescentes. Os resultados deste estudo evidenciaram com maior frequência comportamentos relacionados com o suicídio e hostilidade e crianças e adolescentes que tomavam anti-depressivos (Inibidores Selectivos de Recaptação de Serotonina e Inibidores Selectivos de Recaptação de Serotonina e Noradrenalina), em comparação com o grupo placebo.
Em Portugal, as substâncias activas envolvidas nesta avaliação são: citalopam, duloxetina, escitalopam, fluoxetina, mianserina, milnacipran, mirtazapina, paroxetina, reboxetina, sertralina e venlafaxina.
Por recomendação de várias agências Europeias e do Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento (INFARMED), estes medicamentos não devem ser utilizados em crianças e adolescentes, excepto nas indicações aprovadas nestes grupos etários. Sempre que estes medicamentos forem prescritos, o médico em conjunto com todos os elementos envolvidos devem ter uma atenta monitorização em relação ao aparecimento de comportamento suicida, auto-agressividade ou hostilidade, sobretudo no início do tratamento. A interrupção súbita do tratamento com este tipo de medicação está associada ao aparecimento de sintomas de privação (dependência).
Para mais informações, consulte a fonte desta informação em: http://www.infarmed.pt/pt/alertas/seguranca/2005/25_04_2005_Circular_044.pdf
Para outras dúvidas/ informações ou marcações, consulte os profissionais de Saúde das várias especialidades da EME .