quinta-feira, 28 de abril de 2011

Anti-depressivos em crianças e adolescentes apenas em casos estritamente necessários

A EME SAÚDE informa que, caso suspeite de um estado depressivo no seu filho/a, deverá levá-lo a um Médico Pediatra ou Psicólogo Clínico de sua confiança/ referência, pois este fará a sua avaliação e intervenção psicoterapêutica, recomendando, em caso estritamente necessário, o apoio do médico pediatra para medicação anti-depressiva.


O Comité Científico da Agência Europeia do Medicamento concluiu recentemente a sua reavaliação sobre a segurança da utilização de anti-depressivos em crianças e adolescentes. Os resultados deste estudo evidenciaram com maior frequência comportamentos relacionados com o suicídio e hostilidade e crianças e adolescentes que tomavam anti-depressivos (Inibidores Selectivos de Recaptação de Serotonina e Inibidores Selectivos de Recaptação de Serotonina e Noradrenalina), em comparação com o grupo placebo.

Em Portugal, as substâncias activas envolvidas nesta avaliação são: citalopam, duloxetina, escitalopam, fluoxetina, mianserina, milnacipran, mirtazapina, paroxetina, reboxetina, sertralina e venlafaxina.

Por recomendação de várias agências Europeias e do Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento (INFARMED), estes medicamentos não devem ser utilizados em crianças e adolescentes, excepto nas indicações aprovadas nestes grupos etários. Sempre que estes medicamentos forem prescritos, o médico em conjunto com todos os elementos envolvidos devem ter uma atenta monitorização em relação ao aparecimento de comportamento suicida, auto-agressividade ou hostilidade, sobretudo no início do tratamento. A interrupção súbita do tratamento com este tipo de medicação está associada ao aparecimento de sintomas de privação (dependência).

Para mais informações, consulte a fonte desta informação em: http://www.infarmed.pt/pt/alertas/seguranca/2005/25_04_2005_Circular_044.pdf

Para outras dúvidas/ informações ou marcações, consulte os profissionais de Saúde das várias especialidades da EME .

terça-feira, 19 de abril de 2011

Psicologia - Entrada no 1º ciclo do ensino básico

A entrada antecipada no 1.º (CEB - Ciclo do Ensino Básico) (antes dos 6 anos) é uma medida prevista no regime educativo especial, assim como a conclusão do 1º ciclo em 3 anos em situações excepcionais (desde que concluído com 9 anos).

Neste sentido, uma avaliação psicológica que tenha em consideração as aptidões psicossociais e desenvolvimentais da criança é fundamental, realizada por um psicólogo credenciado pela Direcção Regional de Educação.

A EME SAÚDE garante agora este serviço através do Prof. Doutor Ivandro Soares Monteiro, psicólogo credenciado pela DREN para a elaboração de relatórios de avaliação especializada para entrada antecipada no 1º CEB.

A entrada antecipada no 1.º ciclo, é legalmente permitida com a entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 319/91, de 23 de agosto. O artigo 6 (condições especiais de matrícula) prevê, na alínea 1 b, "a dispensa dos limites etários existentes no regime educativo comum" e refere, na alínea 3: "A matrícula (...) é autorizada aos alunos que, devidamente avaliados e preenchendo condições a regulamentar (...) demonstrem um atraso de desenvolvimento global que justifique o ingresso escolar um ano mais tarde do que é obrigatório ou que revelem uma precocidade global que aconselhe o ingresso um ano mais cedo do que é permitido no regime educativo comum.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Relação entre alergias e depressão

A Primavera traz sempre espirros, fungadelas, olhos vermelhos e narizes entupidos. Mas poderão as alergias da estação causar problemas psicológicos? As pesquisas mais recentes apontam para uma resposta positiva. Apesar de não haver provas de que as alergias podem causar depressões, uma série de estudos revela que os alérgicos correm mais riscos de entrar em depressão.

Nos casos piores, as alergias são responsáveis por sono insuficiente e desregulado, dores de cabeça, fadiga e sensação generalizada de mal-estar físico. Mas há mais: as pesquisas agora levadas a cabo revelam que as reacções alérgicas libertam no organismo citoquinas - um tipo de substância que combate as inflamações e que, nesse processo, pode reduzir os níveis da hormona serotonina, a principal responsável por nos sentirmos bem. Além disso, alguns antialergénicos, como os corticosteróides, podem causar ansiedade e mudanças de humor. Todos estes factores, explica um grupo de investigadores da Universidade de Maryland, são responsáveis por duplicar o risco de depressão em pessoas com alergias e esse facto ajuda a explicar o aumento do número de suicídios na Primavera.

Um outro estudo, desenvolvido na Finlândia, revela esta mesma ligação directa entre as alergias e a depressão, mostrando ainda que há uma componente genética importante no risco de depressão entre alérgicos e que a probabilidade aumenta entre as mulheres.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Evitar a Depressão na Criança

Estimadamente cerca de 5 por cento das crianças e adolescentes sofrem de depressão. As crianças deprimidas enfrentam um risco maior de abuso de substâncias ou tentativas de suicídio. Embora a depressão seja tratável, os pais podem tentar impedi-la, enfrentando quisquer tendências depressivas da criança, e assegurando que o seu filho come bem, faça exercício regularmente e participe em actividades sociais.

Ensine o seu filho a reconhecer sinais de depressão nele próprio, tais como ansiedade, tristeza, falta de concentração, dificuldade de relacionamento com os pares, irritabilidade ou hostilidade e sentimentos de desespero, de modo que possa encontrar ajuda profissional antes que a depressão leve se torne num problema maior.

DIETA

Controle a dieta do seu filho, assegure boas escolhas alimentares e procure evitar que este salte refeições. Algumas pesquisas apontam no sentido de que seguir uma dieta mediterrânea pode reduzir o risco de depressão até 1/3. Esta dieta inclui frutos abundantes, legumes, assim como grãos integrais e gorduras saudáveis. As dietas ricas em gorduras saturadas e açúcar podem tornar a criança irritadiça e mais propensa a oscilações de humor e stress.

EXERCÍCIO

O exercício físico ajuda a criança a sentir-se melhor, devido à libertação de endorfinas e neurotransmissores. Aumenta ainda a sua temperatura corporal, que ajuda a criança a acalmar-se. O exercício também proporciona novas oportunidades para a interação social e os desportos podem ajudar a aumentar a estima e auto-confiança do seu filho. A luz solar fornece uma grande quantidade de vitamina D, benéfica no combate à fadiga e depressão.

INTERAÇÃO SOCIAL

As atividades extracurriculares, tais como lições de música, aulas de arte, envolvimento em clubes escolares e outras atividades pró-sociais ajudam a construir a sua auto-estima. Deve certificar-se que as atividades são do agrado do seu filho. Apoie-o no envolvimento em novas actividades e elogie o seu esforço.

Introdução

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